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Entre Teoremas e Chocolates: Isto nem merece uma etiqueta
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sábado, maio 16, 2009

Ele há coisas lindas


Descobri que padeço de uma patologia nova... ainda não tem nome e os sintomas são os seguintes:

- escrita compulsiva;
- uma dor de garganta que parece um início de gripe alfa (que é uma variante especial da gripe A que só afecta matemáticos);
- extrema dificuldade em perceber se está frio ou calor; acho que o frio e o calor estão a distribuir-se aleatoriamente pelo meu corpo e o resultado final é uma sensação de desconforto aumentada pela dor de garganta que referi no ponto anterior;
- uma pessoa deixa de viver sobre a esfera terrestre e passa a viver num mundo paralelo com a forma de uma banda de Mobius de tal maneira que, se a pessoa começar a reflectir muito, fica completamente desorientada.

Nota: a imagem deste post é a mais bonita que já passou por este blogue, só acompanhada de perto pelo diagrama de Schlegel que uma vez aqui vos mostrei.

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Três curtas

1. O lado direito do meu cérebro deve andar todo baralhado. Quanto mais tento falar o francês, pior falo o inglês. Neste momento acho que não falo língua nenhuma. I just mèlange tudo.

2. À atenção do Sr. Bush: o hálito de certas pessoas devia ser considerado uma arma de destruição maciça.

3. Bom, está na hora de ir buscar um cafezinho e de voltar ali para o meu canto, tentando completar em segurança a convolução de kerneis no contexto de D-modulos, em condições laboratoriais plenamente controladas.

sábado, fevereiro 07, 2009

É este o fenómeno que o Darwin designava de adaptação?

Agora já sobrevivo às baixas temperaturas de Paris apenas com uma t-shirt, mais uma sweat e o meu kispo com forro polar, que, nas palavras da minha orientadora, é um "cobertor que deve tornar impossível ter frio". Já me esqueço do cachecol em casa, expondo o pescoço e, por transitividade, os brônquios, ao arzinho gélido. E deixo as luvas dentro da mochila (ainda hei-de explicar a mim próprio qual é a utilidade de andar com um par de luvas dentro da mochila...) que é como andar à caça de frieiras. E não uso gorro, porque o meu cabelo está numa fase desgrenhada, desmazelada, comprida e, segundo os meus pais e irmã, está feio. Resumindo, está exactamente como eu gosto! Usar gorro deixa o cabelo com um aspecto de penteadinho parvo. Retira todo o meu charme de matemático sem-abrigo. Se a minha barba fosse qualquer coisa mais do que uns pelos semeados em dias de vento, era boa altura para deixá-la crescer. Mas, coitada, por mais que eu a deixe crescer, ela nunca parece passar de uma coisa rala e ridícula. O que me leva a concluir que tenho uma deficiência genética: os meus genes da barba são pigmeus. Tudo isto para dizer que não uso luvas, cachecol, nem gorro, mas, para azar da sociedade, sobrevivo! E, sendo assim, continuo a azucrinar a paciência daqueles que estão à minha volta. Eu azucrino, tu azucrinas, ele azucrina... Que belo verbo! Quem já não deve ter paciência para mim são os meus orientadores. Tenho dito mais disparates por unidade de tempo, do que o Bush. Dizia o Erdos que um matemático é uma máquina de transformar cafés em teoremas. Eu, não querendo de modo algum diminuir o papel que a cafeína desempenha na actividade matemática (até porque no meu caso não é só na actividade matemática que o café é fundamental, mas sim em todas as actividades, desde o momento em que abro as pestanas, até à altura em que as fecho), atrevo-me a contrariar o grande Erdos, cuja biografia O Homem Que Só Gostava de Números é um dos melhores livros de divulgação da matemática que já li, e digo que um matemático é uma máquina de transformar dúvidas disparatadas em teoremas. Epah, esta última frase deve ter ficado esquisita. Hoje estou num daqueles dias em que começo a escrever e nunca mais páro. É como se tivesse aqui dentro de mim um bichinho que me empurra os dedos para as teclas... É um bichinho genético (a minha mãe também o tem e uma vez ela até escreveu um livro de poesia). É um bichinho com o qual vivo em perfeita simbiose. E o que tem o Darwin a dizer sobre o meu bichinho? Onde é que ele entra na sua teoria? Em que reino, filo, classe, espécie e o caneco é que mora o meu bichinho? A propósito, já alguma vez vos disse que não vou muito à bola com o Darwin (se bem que eu normalmente vou sempre à bola com a mesma pessoa, é sempre com o mesmo amigo que vou à Luz ver o Benfica perder)? Desde as aulas de biologia do 12º ano que lhe tenho um pó do caraças...

sábado, dezembro 20, 2008

É Natal, é Natal

Estou doente. Com uma febrita engraçada e com uma expectoração verdusca e raiada de sangue que, na minha opinião, devia constituir um case study para os médicos e cientistas. Estar doente irrita-me. Um gajo fica na cama ou no sofá durante horas, sem pachorra para fazer qualquer coisa produtiva, usando o comando para fazer zapping, enquanto os olhos pesam por causa da febre e enquanto se aguenta uma dor de garganta que vai desde a epiglote até aos alvéolos. São horas, dias, completamente perdidos. E isso irrita-me. Ao ponto de ainda não ter decidido se é da febre que vou morrer ou se é do tédio que ela provoca. E havia tanto para ser feito nestes dias, quer em termos de trabalho quer em termos de programas extremamente interessantes... Ainda tentei aproveitar o tempo para conhecer a Anna Karénina (que, não nos esqueçamos, é russa). Mas o livro é pesado (nos dois sentidos da palavra) e a minha cabeça não aguenta tanto peso. Algo de produtivo que fiz ontem foi rever o filme Orgulho e Preconceito (a propósito, agora é que é boa altura para eu ler o livro da Jane Austen, porque vou ficar a imaginar que a Lizzy é a Keira Knightley o que, convenhamos, abona muito a favor da Lizzy). Tenho a dizer que o filme Orgulho e Preconceito é das melhores coisinhas que já se fizeram em termos de cinema romântico. É claro que há quem possa preferir aqueles romances de pacote, tipo o Chocolate ou O Diário da Nossa Paixão. Mas eu é que percebo disto (e não se contraria um homem com febre) e volto a dizer que Orgulho e Preconceito é um filmezorro. E agora se me dão licença vou ali tossir com força e ver o que sái... E é tudo. Feliz Natal. Uma música de natal.


terça-feira, dezembro 16, 2008

Miss Mundo

A miss mundo é russa. E desta vez é bem engraçada, a moça! O que só vem fortalecer a minha teoria de que as russas são bonitas, principalmente no Verão.

quinta-feira, dezembro 04, 2008

Chazinho

Quero descansar os leitores habituais do blog dizendo que estou bem de saúde. E não, não estou retido em Banguecoque (o que se calhar não seria mau de todo). Estou neste momento no meu renovado quarto (agora tenho uma secretária enorme, que, há falta de mais uma assoalhada, e como o chão está frio, já dá para acomodar uma ou duas visitas) a decidir se vou trabalhar um pouco ou se vou ao Youtube distrair-me a ver sketches dos Monty Python. Tenho o aquecedor ligado e dois pares de meias calçados (ontem tinha três). E não tenho sono. Acabei de beber um chazinho (os chás são bebidas sazonais que aparecem em força na minha casa por altura do Inverno; no Verão migram para paragens mais fresquinhas) e de comer uns biscoitos. Julgo que estes dados são suficientes para o caso do caro leitor querer traçar o meu perfil homeostático. O que se passa é que não tenho escrito porque, basicamente, não me tem apetecido. Tenho ocupado o tempo livre a ver algum futebol (ainda ontem vi um jogo do caraças, um Man Utd vs Blackburn Rovers que terminou com 5-3 para os red devils) (abro aqui outro parêntesis para dizer que, até à próxima vitória, não conheço nenhum clube chamado Benfica), a ver séries como Mentes Criminosas ou Ossos, a tocar guitarra, por exemplo. E é tudo. Deixo-vos com a piada mais engraçada do mundo.

segunda-feira, novembro 24, 2008

Apenas uma nota directamente da redação

Respondi a alguns comentários feitos já há alguns dias, excepto os do tal post. Mas espero ter tempo para o fazer  durante esta semana. O tempo não tem abundado por aqui e o pouco que tenho tido disponível tem sido utilizado para fazer aquilo que me apetece e aquilo que me apetece não tem passado por escrever no blog.

Entretanto, como estou sem assunto, falemos do clima. Diz que vem aí uma onda de frio. Finalmente! É que estou farto de não acertar na roupa que devo vestir e de ter calor durante a noite. Além disso tenho que começar a preparar o corpo para o inverno parisiense e nada melhor do que umas temperaturas abaixo da dezena para o fazer.

quarta-feira, novembro 12, 2008

Estou apaixonado


Não é linda, a minha nova gaja? Chama-se Fender.

quinta-feira, setembro 04, 2008

Isto não interessa a ninguém

Esta semana é assim:

9 hrs: levanto-me
9 hrs e 5 mts: entro no duche 
9 hrs e 20 mts: acordo, saio do duche e visto-me
9 hrs e 30 mts: como os cereais (excepto nos dias em que estou enjoadinho e fico com vómitos só de olhar para o leite)
9 hrs e 40 mts: lavo os dentes
9 hrs e 50 mts: saio de casa e bebo um carioca (que brevemente pode passar a café)
10 hrs: apanho o suburbano e depois o metro e aproveito a viagem para fazer qualquer coisa útil. Coisa essa que pode consistir em ler um jornal ou um livro, estudar francês ou trabalhar nas matemáticas (saco um artigo com fórmulas gigantescas que nem eu percebo, mas que dá para impressionar quem viaja por perto) ou ainda fingir-me distraído enquanto reparo nas raparigas da carruagem ou enquanto olho para as pessoas e, preconceituosamente, adivinho os seus defeitos baseando-me apenas no aspecto delas
11 hrs: chego à faculdade e começo a trabalhar
13 hrs: almoço
13 hrs e 45 mts: bebo café
13 hrs e 50 mts: recomeço o trabalho
17 hrs: faço uma pausa no trabalho para petiscar qualquer coisa (um compal vital a esta hora sabe muito bem)
17 hrs e algo: volto ao trabalho
18 hrs e 30 mts: lancho pela segunda vez  
18 hrs e 40 mts: já chega de trabalho e é hora de me pôr a andar
19 hrs: aula de francês no Cambridge
21 hrs: termina a aula e tenho o motorista à minha espera para me levar a casa
21 hrs e 30 mts: chego a casa e vou papar enquanto vejo o US Open. Com sorte apanho um jogo de jeito.
22 hrs: vejo o  mail, procuro as novidades do Benfica (nomeadamente, é preciso saber qual foi o último jogador a ser suspenso pela Liga, por ter agredido ou tentado agredir um adversário ou por ser feio ou por ter um nome esquisito), conversar com a família, fazer zapping e fazer mais uma montanha de pequenas coisas que surgem a esta hora
23 hrs: comer qualquer coisa, porque o jantar foi fraco, e continuar a fazer as coisas que comecei a fazer às 22 hrs
24 hrs: ver um episódio do 24 (neste momento, estou na 5ª temporada, a melhor de todas)
24 hrs e 40 mts: apagar a luz e deitar. E é aqui que a história ganha interesse. Quando me deito e tento adormecer fico involuntariamente às voltas na cama a conjugar quase inconscientemente verbos em francês para chamar o sono. E o sono anda a fazer-se difícil e eu conjugo e conjugo... E a minha cabeça não há meio de desligar. Foi nestes minutos de ligeiras insónias que tenho vivido esta semana que eu percebi aquilo que precisamos em dias como estes. Aquilo que me levaria a dormir mais e a ser mais produtivo quando estou acordado. E, consequentemente, aquilo que levaria este país para a frente, aquilo que nos colocaria definitivamente nos trilhos do desenvolvimento. Não é só a questão de um gerador eólico em cada casa e automóveis movidos a energia eólica. Aquilo que os portugueses precisam é simples: uma Norah Jones e um Wurlitzer à beira de cada cama a conduzir-nos carinhosamente para o planeta dos sonhos! Isto é que era! Proponho até que o orçamento de estado seja revisto e que a importação de 10.000.000 de Norah Jones seja considerada uma prioridade, já que me parece deveras mais importante que, por exemplo, a renovação da frota dos F 16. 

sábado, junho 28, 2008

No Verão


Há o outro que diz que no Verão na Rússia, as mulheres tiram os casacos das peles, usam menos roupa e ficam mais bonitas.

Eu no Verão, mesmo não estando na Rússia, aproveito para sair de casa e cirandar um pouco por aí para tentar ver as russas sem os casacos de peles. Uma vez julguei ter visto uma, mas depois fui a "arreparar" melhor e "arreparei" que era o Carlos Carvalhas. Outra vez vi mesmo uma, corri atrás dela para tentar verificar que era real, mas a malandra devia ser filha de um ex-agente do KGB, porque depressa fugiu, virou uma esquina e sumiu. Aquilo claramente estava-lhe nos genes. 

Este mês de junho tem sido uma viagem constante e sempre que viajo ando à coca, não vá uma russa aparecer. Ando sempre com a Kodak a jeito. Hoje foi Portalegre. E a gente pode descrever o dia com 5 palavras: calor, calor, calor, calor e calor. E estas 5 coisas misturadas com o vinho tinto resultaram numa tontura incómoda e constante durante o início da tarde e numa dor de cabeça que se foi instalando aos poucos. Se o Alentejo pudesse exportar calor - olha, para a Rússia, por exemplo - a província enriquecia, o PIB aumentava e as previsões de crescimento económico do governo talvez não falhassem. Hum... ok, não exageremos! Hoje não vi nenhuma russa. Mas também do jeito que estava a minha cabeça, hoje qualquer russa me enganava e em 10 segundos de prosa convencia-me que era algarvia, até porque a língua é parecida.

Amanhã é Olhos d'Água! Ou lá como é que aquilo se chama, lá em cascos de rolha, que é como quem vai para Alcanena e vira no cruzamento não sei aonde e desce e prontos...

Nunca mais chega dia 11 de Julho para poder ficar quietinho numa só cidade durante um bocado! Há russas em Buenos Aires?

P.S. Na base deste post estúpido está uma private joke. É natural que não achem piada à coisa.

quinta-feira, maio 22, 2008

O filho do «reculuso»

Vi este pedaço de arte aqui e decidi partilhá-lo com vocês. Isto é tão mau, mas tão mau, que nem merece uma piada a acompanhar. 

quarta-feira, maio 21, 2008

Neste post falo de tudo! Porém, tudo espremidinho, não digo nada...

Ora hoje fiquei em casa e não fiz nada de jeito. Com a desculpa de ter que curar totalmente uma constipação, passei o dia no conforto do lar sentado à escravaninha, em frente a um par de artigos. Equivariant Sheaves and Functors e Equivariant derived category and Representation of real semisimple Lie groups são o meu objecto de estudo actual. Já começo a perceber o problema base para a tese. A ideia é estender alguns conceitos e resultados abordados nestes artigos às DQ-álgebras, que são uns bichos simpáticos que o pessoal da Análise Algébrica inventou há não muito tempo. A propósito, ontem estive a tentar explicar ao meu professor de francês no que consiste o meu trabalho... em francês. Foi uma comédia! Um atentado à boa fama (!) dos matemáticos.

Na escravaninha também está o portátil e eu hoje perdi imenso tempo a procurar, avidamente, notícias sobre a final da Champions e sobre o novo treinador do Benfica. O Special One está a fazer-se difícil e, do modo que as coisas estão, eu já ficaria contente se o Rui Costa encontrasse um Special Twenty ou Special Thirty (deixem lá passar o trocadilho estúpido). 

Quanto à final da Champions, não faço previsões. Acredito que ou ganha o Chelsea ou então o Manchester United. Mas nunca fiando... Por isso, em vez de previsões, formulo um desejo: Manchester 4 - Chelsea 3, com um hat-trick do Cristiano Ronaldo, um golo do Nani, dois do Ricardo Carvalho e um do Paulo Ferreira! Qué p'ra eles começarem a aquecer pró Euro...

Falemos agora um pouco de política. (Só um minuto que vou ali trocar de CD, o Emergency On Planet Earth já deu o que tinha a dar... e, continuando sintonizado com o Jamiroquai, seguimos com Travelling Without Moving) Bem, em relação a política confesso que ando um pouco alheado do que se tem passado. Portanto não contem com este blog para uma análise profunda da política actual. O melhor é verem o Eixo do Mal aos sábados à meia-noite na Sic Notícias, que é o que eu faço quando calha. Mas digam-me lá uma coisa: o Santana Lopes não foi aquele tipo que foi primeiro ministro durante 6 meses e só fez bodega? Como é que ele consegue ter tanto tempo de antena? Como é que ainda há gente que ouve o que ele diz? 

Lá por fora parece que o Obama tem a nomeação quase garantida. Mas, depois de uma batalha tão desgastante dentro do próprio partido, diria que McCain está na pole position para a segunda parte da batalha. 

Já são 19:45?? Parece q'inda não! 

Sendo assim, continuo a escrever por mais um bocado, para vosso azar! (Podem sempre ir ali ao canto superior direito clicar naquele botão quadrado pequenino que tem uma cruz, ou então clicar na barra de endereços e escrever www.maisfutebol.iol.pt onde, por estes dias, podem ficar a saber a resposta a questões interessantíssimas do tipo "qual a marca de água preferida de Simão Sabrosa?", "em que posição é que Ricardo gosta de dormir? posição fetal? posição do morto? de lado?" ou ainda "qual o jogador da selecção que mais vezes disse na vida a palavra chinelo?". Como vêem, é só informação útil! (Abro um parêntesis neste parêntesis para colocar uma questão: será que este já é o parêntesis mais longo da história dos blogues? Eu, como qualquer português que se preze, tenho uma única ambição na vida: ver o meu nome no Guiness Book. (Por falar em parêntesis, acabei de ter uma ideia genial: quando criar outro blog (sim, porque um dia terei que criar um blog mais maduro e sóbrio que consiga reflectir melhor a minha chegada à idade adulta) vou chamar-lhe Entre Parêntesis! Parece-me um nome deveras apropriado. E até fiz agora mesmo uma pesquisa rápida no google para saber se já existe algum blog com este nome. Parece que há um Entre Parenteses que está reservado a convidados. Como a ortografia não está correcta e, ainda por cima, não é um blog público, parece-me que posso fingir que a minha ideia é original!)))

Ontem estava eu a estudar quando dei de caras com uma definição curiosa: «In the case when I=[0,0] the subcategory D^I(X) is naturally equivalent to Sh(X). This is the heart of the category D^b(X) with respect to t-structure defined by truncation functors \tau». Eu até acho bem que as estruturas algébricas passem a ter coração. Afinal, elas também têm sentimentos! Há excepção dos anéis em que o elemento neutro para a adição coincide com a identidade da multiplicação. Esses, coitaditos, não passam de estruturas unicelulares. Mas quem é que terá inventado a designação de coração de uma categoria? Só pode ter sido um matemático que estava apaixonado! E isto mostra que, afinal, os matemáticos podem ser pessoas mais ou menos normais, porque até se podem apaixonar. Para quem viu o filme Proof, isto é capaz de surpreender. É que quem vê o filme fica com a ideia que os matemáticos e os físicos são uns drogados e bêbados que têm prazer em adoptar comportamentos bizarros e anti-sociais. E também aqueles que julgam que os matemáticos são uns seres com pele amarelecida pelas dúzias de cafés e cuja única paixão são os números, as homotopias e as equações. A esses eu respondo com as palavras do poeta: 

O Binómio de Newton
O binómio de Newton é tão belo como a Vénus de Milo.
O que há é pouca gente para dar por isso.
óóóó---óóóóóó óóó--- óóóóóóó óóóóóóóó
(O vento lá fora.)
E agora, se me dão licença, vou vestir o agasalho por causa do vento e vou ali ao Plaza beber um café. Em seguida, vou sentar-me no meu sofá com vista para Moscovo!

segunda-feira, abril 21, 2008

Ode à Palermice


Apetecia-me escrever uma ode à palermice porque considero a palermice uma das formas mais estimulantes de fazer algo que é uma necessidade básica do ser humano: aparvalhar! Se nós não aparvalharmos um bocado a vida, ela torna-se desaparvalhada! E já dizia Sofocles (que é uma espécie de Sócrates, só que engasgado) que "a beleza única da harmonia plena sustentada pelo homem na sua relação com o mundo que o rodeia é a causa do crédito que devemos às civilizações anteriores", como quem diz que "eu sou um palerma e vocês ainda me dão ouvidos". Reparem que acabei de inventar esta valente totozice e que a tradução da totozice aplica-se muito mais a uma frase do nosso Sócrates de trazer por casa, do que ao ilustre Sofocles.


No entanto, os meus intentos patetas de escrever esta patetice não vão surtir grande efeito. Neste momento está tudo aqui em casa a rir à gargalhada apesar de ninguém perceber o motivo. O meu lar em certos dias, especialmente quando o palhaço está presente, faria inveja a qualquer centro de terapia do riso. Neste instante, há quem me tente fazer cócegas enquanto eu tento ter pontaria suficiaente para acertrr na telca certa dp teclqdo. Peço desculpa, mas as cócegas e o ruído de fundo não me permitem concentrar ao ponto de escrever uma ode suficientemente palerma. Termino assim esta ode que nem sequer chegou a aquecer, desejando, a todos os que forem trengos ao ponto de a ler, muita palermice pela vida fora!


P.S.1 Aqui também há palermice



P.S.2 O caro leitor tem uma nódoa bem no centro da camisola!!.......




Ah ah ah!