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Entre Teoremas e Chocolates: cinema
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quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Crash


Ainda não o tinha visto e decidi ocupar o serão de ontem a fazê-lo. É um filme muito bom. Com momentos perturbantes. Explora a vulnerabilidade do homem à corrupção, tendo como pano de fundo uma cidade extremamente racista. Corrupção no sentido de crime e também no sentido de corrupção da personalidade e do carácter. É um filme em que a mediocridade da nossa sociedade se sobrepõe à vontade que o homem tem em fazer o bem. O palco é L.A. mas podiam ser muitas outras metrópoles. Não é um filme bonito. É um filme realista que contém um ou outro momento em que o lado bom dos homens sobressai. No global, o filme tanto pode ser encarado como uma mensagem de esperança, como de desespero. A questão que fica por responder é: será inevitável que a corrupção nos toque a todos? A resposta a esta questão parece variar ao longo das cenas do filme e acaba por ficar indefinida. Foram quase duas horas bem empregues e fica explicado porque é que o filme tem 8.1 de pontuação no Imdb.

P.S. Devia estar a trabalhar em vez de estar a escrever posts, mas hoje estou claramente num dia não! Só me apetece pôr a mochila às costas e ir para as avenidas passear, enquanto levo com a neve no focinho para ver se acordo!

sábado, dezembro 20, 2008

É Natal, é Natal

Estou doente. Com uma febrita engraçada e com uma expectoração verdusca e raiada de sangue que, na minha opinião, devia constituir um case study para os médicos e cientistas. Estar doente irrita-me. Um gajo fica na cama ou no sofá durante horas, sem pachorra para fazer qualquer coisa produtiva, usando o comando para fazer zapping, enquanto os olhos pesam por causa da febre e enquanto se aguenta uma dor de garganta que vai desde a epiglote até aos alvéolos. São horas, dias, completamente perdidos. E isso irrita-me. Ao ponto de ainda não ter decidido se é da febre que vou morrer ou se é do tédio que ela provoca. E havia tanto para ser feito nestes dias, quer em termos de trabalho quer em termos de programas extremamente interessantes... Ainda tentei aproveitar o tempo para conhecer a Anna Karénina (que, não nos esqueçamos, é russa). Mas o livro é pesado (nos dois sentidos da palavra) e a minha cabeça não aguenta tanto peso. Algo de produtivo que fiz ontem foi rever o filme Orgulho e Preconceito (a propósito, agora é que é boa altura para eu ler o livro da Jane Austen, porque vou ficar a imaginar que a Lizzy é a Keira Knightley o que, convenhamos, abona muito a favor da Lizzy). Tenho a dizer que o filme Orgulho e Preconceito é das melhores coisinhas que já se fizeram em termos de cinema romântico. É claro que há quem possa preferir aqueles romances de pacote, tipo o Chocolate ou O Diário da Nossa Paixão. Mas eu é que percebo disto (e não se contraria um homem com febre) e volto a dizer que Orgulho e Preconceito é um filmezorro. E agora se me dão licença vou ali tossir com força e ver o que sái... E é tudo. Feliz Natal. Uma música de natal.


quinta-feira, julho 10, 2008

Salir a Ganar


E para terminar este dia com muitos e todos eles magníficos posts, resta-me referir que não sei falar castelhano e portanto vou fazer votos para que os tipos com quem tiver que falar percebam o meu português ou então saibam inglês. Como último recurso posso sempre usar a única frase que sei "Hay que salir a ganar!". A julgar pela quantidade de vezes que o Camacho a usava, deve ser uma expressão lá deles que serve para desenrascar em qualquer tipo de situação. E agora mais uns Off-Topic que é aquela coisa que um gajo usa quando tem algo completamente irrelevante para dizer.

Off-Topic 1: O Cristiano Ronaldo tem um cérebro em cada pé e tem uma caixa cranial completamente oca. A culpa não lhe pode ser imputada. O rapaz não tem culpa de ter crescido numa ilha governada pelo Alberto João e de ter uma irmã que julga que tem um cérebro na garganta. Mas como diz, e bem, um tipo qualquer que tem a mania que escreve crónicas sobre futebol, o Ronaldo precisa de ajuda

Off-Topic 2: eu não choro a ver o Shall We Dance (até porque nunca o vi) e que me lembre nem chorei a ver o Rei Leão, ao contrário de 95% das pessoas que conheço. Mas ainda me chegaram duas ou três lágrimas aos olhos enquanto via o filme Em Nome da Amizade (cuja imagem inversa pela função "tradução", função esta que aplica títulos de filmes em inglês em títulos de filmes em português, é Reign Over Me. Esta função tem uma catrefada de singularidades, mais um bocado e servia de contra-exemplo para o Teorema de Sard).

terça-feira, julho 08, 2008

Indiana Jones...


... e o Reino da Caveira de Cristal é um filme que devia dizer muito aos portugueses: Cate Blanchett faz de Adelaide Sousa! Não sou um fã natural da saga (aliás, este foi o primeiro Indiana Jones que vi do princípio ao fim com olhos de ver) mas dá para distair e é interessante descobrir este lado da carreira do Spielberg. Se bem que o Spielberg devia ser obrigado a fazer apenas filmes sobre a 2ª guerra mundial! Não que os outros não sejam bons. Gostei muito do Terminal e do Apanha-me Se Puderes, por exemplo. Mas ele faz filmes sobre a guerra como ninguém e era óptimo que através do seu trabalho ficassem documentados outros aspectos da guerra.


Vi também recentemente em dvd o Into The Wild. É uma história de coragem arrepiante.

terça-feira, janeiro 29, 2008

Soltas

Caiu o ministro da saude, mas não acredito que tenha caído a má administração da saude. Mudam-se as caras, mudam-se os discursos, dá-se esperança aos cidadãos... mas nada me leva a crer que a mudança de ministros inverta a tendência de ruína do nosso sistema de saude.

Tenho criado alguma simpatia pelo Manuel Alegre. Hoje quando soube das reformulações em curso no governo através da Renascença, ouvi o jornalista perguntar ao Manuel Alegre a opinião dele acerca da saída da ministra da cultura e ele responder: "Preferia que saísse a ministra da educação!" Eu até nem sou um crítico da ministra da educação, mas o que me espanta é a franqueza com que Manuel Alegre se refere em relação a ministros do seu próprio partido. Gosto do estilo!

Deixando a política de lado, ontem fui ao cinema ver o Tom Hanks em Jogos de Poder. É um filme agradável, nada de bestial, mas gostei. Sobretudo se comparar com os ultimos filmes que tinha visto no cinema, The Departed e O Escolhido (ao olhar para estes nomes é que reparo que já não ía ao cinema há muitos meses), que foram muito maus. Há uns dois anos fui ao cinema com uma pessoa muito bonita, ver um filme muito bonito, O Tigre e a Neve. Agora tenho a sensação que cada vez que entro numa sala de cinema me calham maus filmes, como se fosse uma espécie de troco por ter tido a sorte de uma vez na vida ver um grande filme no cinema!

Também tenho andado a ler o livro Band Of Brothers que tinha encomendado pela Amazon! Oportunamente merecerá um post só para ele! Aliás, entra directamente para a categoria "Um Livro, Um Amigo". Por agora digo apenas que estou a adorar!
E por falar na 2ª Guerra Mundial, na sexta feira passada requisitei um livro na biblioteca chamado Sheaves On Manifolds, uma espécie de páginas amarelas da teoria dos feixes, e a introdução do livro começa assim: «The aim of this book is to give a self-contained exposition of sheaf theory. Sheaves were created during the last world war by Jean Leray, while he was a prisoner of war in a German camp.» Impressionante como é que um tipo num campo de prisioneiros de guerra conseguiu ter lucidez e inteligência para criar um objecto matemático do mais complexo que existe. Para mim os feixes estão no pódio dos assuntos mais difíceis com que tenho que trabalhar, talvez apenas ultrapassados pelas categorias e functores derivados. É uma curiosidade que tem o seu quê de fascinante... saber que foi num campo de concentração que nasceu uma teoria muito forte, com a qual Serre e Grothendieck revolucionaram a Geometria Algébrica e que mais tarde foi aplicada por outros matemáticos aos aneis não necessariamente comutativos, o que permitiu desenvolver a Análise Algébrica... e é a Análise Algébrica (há quem prefira a designação de Análise Microlocal ou até de Álgebra Não Comutativa) que diariamente me proporciona muitas batalhas e que se está a tornar a minha área de trabalho! E com esta «matematiquice» encerro esta sessão de notas soltas acerca da actualidade, a do país e a minha!

sábado, dezembro 29, 2007

24


Enquanto os argumentistas das séries norte-americanas não terminam a greve, vou-me entretendo a ver a 1ª temporada do 24. Só comecei a seguir a série na RTP 2 a partir da 3ª temporada, julgo eu... Agora tenho tirado a 1ª daqui. Tem a desvantagem de ter legendas em brasileiro, mas às vezes o melhor é mesmo não olhar para elas e tentar perceber o inglês. Espero que os argumentistas e as tv's resolvam o imbróglio (peço desculpa por usar esta palavra horrorosa, são resquícios da influência da minha professora de biologia do 12º) da melhor maneira, cancelar a série seria aborrecido... Era suposto a 7ª temporada estrear em Janeiro nos EUA, mas por enquanto está suspensa. O melhor é não ter grandes expectativas quanto à estreia cá.


O 24 é a minha série preferida... talvez de sempre. Mas enfim, também sou fã dos Simpsons, do E.R., dos Friends e do MacGyver... destas 5 é difícil escolher a melhor. Mas é no 24 que me tenho viciado nos últimos anos! Gosto bastante dos enredos, que misturam a vida íntima das personagens com questões políticas dos USA ou até com questões de uma escala mais global. É verdade que é uma série um pouco pró-americana, mas apenas porque a personagem principal Jack Bauer, que é o «herói» da série, é americano. São sobretudo episódios de suspense, com algum drama e bastante acção pelo meio.

segunda-feira, dezembro 10, 2007

5 Filmes

Ora anda aí mais uma cadeia pelos blogs: referir 5 filmes de que tenhamos gostado. Para responder ao desafio do Hugo vou escolher 5 filmes que não são necessariamente os meus filmes preferidos, são filmes de que gostei. No meu blog já referi alguns filmes de que gostei imenso. Se clicarem ali ao lado na etiqueta "cinema" podem recordá-los. Provavelmente aí sim encontrarão referências aos meus filmes preferidos. Mas para não falar dos mesmos, aqui ficam outros 5 filmes de que gostei:

  • Apanha-me Se Puderes - um filme genial que relata uma história verídica, com interpretações topo de gama de Tom Hanks e Leonardo Di Caprio
  • Elizabeth - um excelente filme histórico sobre a subida ao trono da Rainha Elizabeth. Talvez o meu filme histórico preferido
  • Ocean's Eleven/Twelve (ainda não vi o outro) - um grande elenco, em filmes com acção e humor. Obrigatório para quem quer ter sucesso no mundo do crime.
  • Space Jam - um dos filmes da minha adolescência porque adorava a NBA e os Looney Tunes
  • Shine, Simplesmente Genial - um dos 4 ou 5 excelentes filmes que vi sobre a vida de um músico.

quarta-feira, outubro 10, 2007

Band of Brothers


No fim de semana passado aluguei metade da série Band of Brothers (em português é conhecida por Irmãos de Armas), resultado de um brilhante trabalho de produção, realização e pesquisa da dupla Tom Hanks e Steven Spielberg. A série já tinha passado na Sic e eu na altura só pude ver um ou dois episódios porque a hora era imprópria para quem tinha aulas no dia seguinte. Mas no sábado fui ao clube de vídeo e tive a agradável surpresa de ter lá a série à minha espera. Para quem gostou do Resgate do Soldado Ryan, é o mesmo género, mas com muito maior duração. A série conta-nos a história de uma companhia de paraquedistas americanos durante a segunda guerra mundial. Começa ainda antes da entrada em guerra dos americanos, quando a companhia começa os treinos ainda em solo dos USA. Depois os paraquedistas vão para a Europa e participam no dia D, fazendo parte de uma missão muito perigosa, mas essencial para que a invasão fosse bem sucedida. A partir daí a série relata o contributo dessa companhia, a companhia Easy, para o desfecho da guerra na Europa. Convém referir que a série é baseada nos relatos dos sobreviventes dessa companhia. Infelizmente, os aliados cometeram o erro de menosprezar o esforço final do Hitler para conter a invasão. Contavam que a guerra terminasse ainda em 1944 e tornou-se famosa entre os soldados a frase: "Berlin by Christmas". No entanto, o Hitler conseguiu conter o avanço das tropas aliadas e adiar o final da guerra na Europa por mais uns meses. É impressionante o modo como a companhia Easy, à semelhança de muitas outras divisões aliadas, sobreviveu ao Inverno de 1944, com imensa falta de munições, comida e roupa quente. Foi nesse ponto que fiquei quando acabei de ver os 6 episódios que aluguei. Assim que tiver um fim-de-semana suficientemente desocupado, vou alugar o que falta =)
É uma série que me fascina porque retrata a guerra sem os exageros que habitualmente vemos nos filmes. Retrata a guerra de um modo cru e, para mim, acaba por tornar-se muito mais aterradora. Além disso, por serem várias horas de filme, acaba por tornar-se quase uma experiência de realidade virtual, como se nós também ali estivessemos, com aqueles paraquedistas.
Se alguém me quiser oferecer uma prenda e não souber o quê, ofereçam-me esta série! ;o) É tão excelente que ver só uma vez não chega!

sábado, setembro 08, 2007

We'll always have Paris

Directamente de um dos grandes clássicos do cinema, para o meu blog, apresento-vos algumas cenas do filme Casablanca! O filme é lindo, os actores brilhantes e a música do Frank Sinatra é muito boa (não sei se é ele que a canta para o filme, mas julgo que a música é dele) ! Tendo em conta o contexto em que o filme foi feito (em 1942, em plena guerra), talvez mereça o título de melhor filme de sempre, se bem que pessoalmente tenho dificuldade em optar entre o Casablanca, a Lista de Schindler e a Vida é Bela.


Esta é uma das melhores cenas do filme! A Marselhesa cantada na presença dos alemães!

A música! As memórias dos personagens principais! Algumas cenas do filme! A letra muito apropriada para o contexto do filme! Um dos grandes romances da história do cinema!

As cenas finais do filme!

sábado, junho 23, 2007

O Tigre e a Neve

Apesar de a minha ideia de escrever acerca dos meus filmes preferidos não ter resultado, tinha que incluir no meu blog uma referência a este filme.

Sabe sempre bem recordar....




E aqui, agora sem legendas, a parte mais bonita do filme:

segunda-feira, março 19, 2007

Orgulho e Preconceito



Baseado num romance de Jane Austen que, para além deste, originou outros 3 filmes, esta história passa-se em Inglaterra, no ano 1797. As cinco irmãs Bennet - Elizabeth, a personagem principal, interpretada pela actriz Keira Knightley (para mim a actriz mais bonita de Hollywood), Jane, Lydia , Mary e Kitty - foram criadas por uma mãe que tinha fixação em encontrar maridos que garantissem o futuro das filhas. Porém Elizabeth, com o apoio do seu pai, deseja ter uma vida mais ampla do que dedicar-se apenas ao marido.

Quando o sr. Bingley, um solteiro rico, passa a morar numa mansão vizinha, as irmãs ficam logo agitadas. Jane parece que conquistará rapidamente o coração do novo vizinho, enquanto Elizabeth conhece o sr. Darcy (interpretado por Matthew Macfadyen), um homem sério e snobe. Os encontros entre Elizabeth e Darcy passam a ser cada vez mais constantes. No entanto, eles passam o tempo a discutir e têm personalidades muito distintas que chocam constantemente. A história do filme gira então em torno do romance de Elizabeth e Darcy.

Para além da história ser muito bonita, simples e profunda, há todo um pano de fundo da Inglaterra do século XVIII e da vida social marcada por inúmeras festas, oportunidades para que os jovens solteiros possam cortejar as raparigas. As personagens têm características muito peculiares, o que permite momentos de um humor leve e refrescante.


Trata-se daquilo a que chamaria um drama romântico, brilhantemente interpretado pela dupla de actores.
Dentro do género, foi o melhor filme que vi. Sem dúvida uma excelente opção para quando se deseja uma história calma e bela.

domingo, março 18, 2007

O Resgate do Soldado Ryan



Indispensável para quem gosta de filmes acerca da 2ª grande guerra. Um dos melhores filmes de Steven Spielberg, com um excelente elenco encabeçado pelo Tom Hanks.

A história desenrola-se durante o ano de 1944, começando com o desembarque das forças aliadas na Normandia no Dia D. A primeira parte do filme é extremamente realista, intensa e violenta. Repleta de cenas em que a vontade do espectador é desviar o olhar ou então chorar perante o horror da guerra.

Após o ataque, descobre-se que 3 dos irmãos Ryan morreram em combate. Ao capitão John Miller - Tom Hanks - e seus homens é designada a missão de resgatar o último filho, James Ryan - Matt Damon, que era parte do pelotão de paraquedistas e caiu no lugar errado, podendo estar em qualquer lugar da França.

A segunda parte do filme mostra então John Miller e o seu pelotão à procura do soldado Ryan, numa França ferida e em constante ebulição. É uma história a roçar o ridículo expondo a estupidez da guerra: um pelotão de soldados arriscam a vida para resgatar um único soldado! A realização de Spielberg é brilhante e o filme está cheio de pormenores... à Spielberg!

sábado, janeiro 27, 2007

The Music Of The Night

gosto da noite...
de ouvir o vento assobiar no escuro,
como se ao longe uma orquestra de violinos desafiasse o silêncio...
das sombras negras que dançam ao ritmo dessa música distante
criando a ilusão de que a noite tem a sua própria vida,
os seus próprios habitantes...
das emoções contraditórias que a noite traz consigo,
aquela estranha mistura de sossego e êxtase...
gosto da noite
porque há coisas que só a luz da noite torna visíveis!






Esta é a minha música preferida do Fantasma da Ópera

quarta-feira, julho 26, 2006

Férias e o Código

Estou FINALMENTE de férias!! E ja decidi, se algum dia voltar a ser estudante de licenciatura não vou ser bom aluno! Bem, agora que estou de férias a vontade de escrever acerca do que quer que seja dilui-se quando me imagino estendido no sofá ou na cama, de olhos fechados, a encontrar no sossego e no silêncio o descanso de que preciso!! Mesmo assim, vou dedicar dois minutos do meu tempo e duas linhas deste blog ao cumprimento da promessa feita há uns meses atrás (desculpa lá os meses de atraso Andreazita).

Então falemos do código! Bem, a esta altura, em pleno apogeu do Verão e depois de ser atropelado por Geometrias e afins, já não me recordo dos pormenores do filme. Lembro-me que gostei do enredo e, ao contrário da opinião geral, gostei do Tom Hanks e do elenco no seu todo. Convém referir que não li o livro, pelo que não tive a decepção natural de quem já o tinha lido. A mim, que estou muito longe de ser especialista, pareceu-me um bom filme (tirando o intervalo a meio... era dispensável).

Falando agora da temática abordada no filme... Bom, já não é novidade que tudo aquilo que põe em causa a Bíblia e os dogmas cristãos seja um bom produto! O Dan Brown apenas vislumbrou um modo de ganhar "uns trocos" aliando o seu talento para a narrativa de suspense a um tema que o publico não resiste. Como já estava prevenido, não me chocou o modo como Jesus é tratado no filme. No entanto, por ser cristão e por acreditar em Jesus de todo o meu coração do modo que a Bíblia o apresenta, não posso deixar de dizer que considero o filme perigoso! Quem vê o filme ou lê o livro deve ter em conta que se trata de ficção e não de qualquer resultado de uma investigação rigorosa e séria feita por historiadores ou coisa do género. Por muito que se diga e se escreva, acredito que se alguém quer saber a verdade acerca de Jesus, aquilo que deve fazer é consultar a Bíblia, em particular os Evangelhos, pois não há livro mais actual e mais verdadeiro! Na própria Bíblia há relatos de perseguições feitas aos apóstolos, os primeiros cristãos. Nessa altura, um homem que pertencia à seita dos fariseus, que até era um dos grupos que mais perseguia os cristãos, disse, dirigindo-se ao grupo de pessoas que estavam a pressionar os apóstolos para não divulgarem a mensagem de Jesus:

"Homens de Israel, cuidado, vejam bem o que vão fazer com estas pessoas! Há algum tempo apareceu esse tal Teudas, que se julgava indivíduo importante. Juntaram-se-lhe cerca de 400 partidários, mas acabou por ser morto, e os que o seguiram foram facilmente dispersos. Depois dele, na altura do recenseamento, apareceu Judas da Galileia, que arrastou atrás de si uns discípulos, mas também morreu e os seus seguidores foram igualmente dispersos. Por isso o que vos aconselho é que deixem estes homens em paz. Se o que ensinam e fazem é só deles, em breve desaparecerão. Mas, se for obra de Deus, não poderemos impedi-los, não vá acontecer vocês acabarem por lutar contra o próprio Deus."
Actos 5: 34 - 39

E realmente, passados 2000 anos, apesar de todos os "ataques" o cristianismo continua a ganhar adeptos e Jesus continua a estar vivo no coração dos seus discípulos actuais! Isto para mim é um sinal de que o cristianismo não é uma invenção humana, mas sim o caminho que Deus planeou para o homem!

E pronto, tenho dito! Talvez noutra oportunidade escreva um pouco mais acerca do assunto! Por agora basta... Afinal não foram só duas linhas nem só dois minutos! Contente Andrea? LoL =)

sexta-feira, maio 19, 2006

Promessa

Fica aqui prometida para breve a minha crítica ao filme O Código Da Vinci!