Antes de mais Jaime, obrigado pelo teu comentário! Já visitei várias vezes o teu blog e nunca me atrevi a comentar por achar que uma intervenção minha poderia diminuir drasticamente a qualidade do blog. Mas um dia destes eu tento... Quanto ao que disseste, entendo o teu ponto de vista, mas talvez possa explicar melhor o meu. O método contraceptivo mais seguro é a abstinência e toda a gente tem essa opção. Daí que há partida uma mulher tenha a opção de não engravidar. Julgo que a maioria das pessoas estão suficientemente informadas para saberem que correm risco, ainda que mínimo, quando usam preservativo ou pílula. Portanto, se uma pessoa não considera a abstinência como opção válida sabe que está a adoptar um comportamento que pode ter consequências. E parece-me que uma pessoa que toma a decisão de iniciar a sua vida sexual, deveria ter maturidade para aceitar as consequências, mesmo que indesejadas. Sei que não é isto que acontece, mas não posso deixar de pensar assim porque é esta a opinião que está de acordo com os meus valores. Julgo mesmo que o ideal seria voltarmos a ter uma educação para a abstinência. Ou pelo menos que se apresentasse essa opção aos adolescentes. Actualmente o sexo aparece quase como uma obrigação na adolescência, muito por culpa das moranguices e afins. A educação sexual nas escolas, antes de ensinar como se usa o preservativo, devia ser um meio de divulgar a opção da abstinência. Quanto à questão do aborto despenalizado não constituir um novo método contraceptivo, tenho algumas dúvidas. Tenho várias amigas/amigos que vão votar "sim" e que dizem que nunca fariam/aconselhariam um aborto, e não tenho dúvidas que não fariam mesmo. Também acredito que muitas mulheres só abortariam mesmo como última opção. Mas a proposta de lei é clara: "por opção da mulher". Não diz que o aborto é despenalizado enquanto última opção (nem poderia dizer). E acredito que a falta de escrúpulos das pessoas abrirão rapidamente precedentes e daqui a uns tempos os nossos médicos farão abortos por qualquer motivo ou mesmo sem motivo nenhum, uma vez que me parece que o médico nem terá o direito de perguntar porquê. Não me espantarei se um dia algures em Portugal, após a despenalização, um homem e uma mulher tiverem uma conversa deste género: - Queres ir para a cama comigo? - Epah querer querer até queria, mas não tenho preservativos. - Epah eu também não... e não estou a tomar a pílula" - Mas deixa lá, o aborto agora é legal, se houver azar depois resolve-se! - pois é! Uma pessoa até se esquece! então 'bora? Bem, talvez eu esteja a exagerar. Espero que sim! Mas vou votar "não" e um dos motivos é achar que o estado português deve ter um papel defensivo, quase paternal, nestas questões complicadas (em parte porque os portugueses padecem de imaturidade quase-generalizada e noutra parte porque é para isso que um estado serve). Isto era para ser só uma resposta ao comentário feito ao meu primeiro post sobre o assunto, mas como ficou enorme decidi fazer disto um post e terminar assim a minha campanha a favor do "não". É melhor não falar mais neste tema, antes que os meus leitores me considerem demasiado conservador e me enviem para algum país fascista! O que até não era mal pensado... ao menos lá as minhas opiniões seriam aplaudidas e o meu ego seria alimentado (e em certas alturas ele anda tão tão magrinho...) |
sábado, novembro 18, 2006
Mais notas acerca do aborto
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David
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sábado, novembro 18, 2006
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sábado, novembro 11, 2006
Definição de Amor
José Jorge Letria |
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David
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sábado, novembro 11, 2006
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Algumas notas acerca do aborto
Mais uma vez corre muita tinta acerca do aborto por culpa do referendo que aí vem. Bem, começo por deixar claro que sou contra o referendo porque em 98 houve um outro referendo exactamente com a mesma pergunta e se os portugueses deram uma resposta nessa altura, não vejo razão para lhes fazer a mesma pergunta tão depressa. Isto faz lembrar as crianças que pedem uma coisa aos pais e se eles recusam insistem e insistem e insistem até os pais cederem. Acerca do aborto ouvem-se as maiores barbaridades. Um dia destes veio-me parar às mãos um folheto do Bloco de Esquerda que anunciava em letras vistosas: "Se queres chegar ao século XXI vota sim no referendo". Julgo que o ideal em pleno século XXI seria que não houvessem abortos. Não me parece que a despenalização seja dar um passo em frente. Entendo alguns dos motivos que levam as pessoas sérias a inclinarem-se para o "sim", mas não tenho paciência para outros motivos completamente estúpidos, falaciosos que transformam o debate num simples jogo de palavras e troca de argumentos idiotas. Quando me dizem que ter ou não ter o filho é uma opção da mulher, por ser uma situação que diz respeito ao seu corpo a minha vontade é responder que o que é uma opção da mulher é engravidar ou não engravidar, isso sim diz respeito ao seu corpo. Mas normalmente esta resposta não é muito bem aceite e eu não entendo porquê... Tinha pensado escrever mais acerca deste assunto, mas terá que ficar para outra ocasião porque estou a ficar com muito sono... apenas quero deixar aqui a pergunta que vai ser feita aos portugueses (dizem que em Janeiro ou Fevereiro). Para mim, a pergunta é estranha do princípio ao fim. Mas a parte que estraga tudo é "... por opção da mulher...". «Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas dez primeiras semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?» |
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David
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sábado, novembro 11, 2006
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A favor da monarquia
- o Turismo aumentaria! Ao que ouvi dizer, de fontes muito confiáveis, os estudos provam que os turistas gostam de se passear nos países onde ainda existem reis e rainhas; - o pessimismo dos portugueses diminuiria porque todo o encanto que envolve uma família real acabaria por elevar o povo a uma certa condição de nobreza (ainda que ilusória) como se todos participassemos da vida dessa família; - caso a monarquia substituisse rapidamente a república, nãocorreríamos o risco de um dia destes o Santana Lopes ganhar umas eleições presidenciais; - confesso que o Duartezinho de Bragança não é o protótipo ideal de um rei... Mas fugindo a essas linhagens que vêm duma história já ultrapassada, sugiro que os portugueses possam escolher como querem dar início à próxima dinastia, passando depois a haver sucessões ao trono dentro da mesma famíla, como antigamente. Sendo assim, conheço a pessoa perfeita para o "cargo" de princesa e acreditem que os portugueses a iam adorar (com uma adoração ainda maior do que aquela que os lisboetas nutrem pela Bárbara Guimarães). Depois de a apresentar aos portugueses como a nova princesa de Portugal, julgo que a república perderia todos os seus partidários; - com a monarquia, a rainha Rania da Jordânia (ver foto) talvez viesse algumas vezes a Portugal ;o) - Portugal foi grande durante a monarquia! A república só nos trouxe desgraças e apertos de cintos! Enquanto os símbolos do grande Portugal do passado eram pessoas inovadoras e ousadas como o Infante Dom Henrique ou El Rei Dom João Segundo, que metiam medo a qualquer monstrengo, os símbolos mais recentes da república portuguesa são o Scolari (!) e o Ricardo, que nem conseguiram meter medo a 11 gregos toscos! Talvez a monarquia trouxesse de volta o espírito luso aventureiro e corajoso... - finalmente um motivo a sério: já pensaram se o Dom Sebastião aí chega no seu cavalo branco, no tal dia de nevoeiro, e encontra um país republicano? O homem dá-lhe uma coisa... Ele chega aí a pensar que é rei disto tudo, e depois dizem-lhe que quem manda nisto é o Cavaco (tirando a Madeira onde o Alberto é que controla tudo)... e depois ainda descobre que mesmo que quisesse ser rei à frente dele ainda tem o Duartezinho e os seus filhinhos (cujos nomes nem os pais sabem)... Não podemos fazer isto ao homem! Temos que ter isto em atenção para defender a saúde do Sebastião (gosto tanto da monarquia que a escrever acerca dela até me dá para rimar). Bom, julgo que já chega... já devo ter convencido toda a gente! A esta hora o Sócrates já leu isto, viu a foto da Rania e já está a pensar numa maneira de trocar o referendo do aborto por um referendo sobre a monarquia. Por falar em aborto, não percam o meu próximo post: "Algumas notas acerca do aborto" ... estreia a qualquer momento num blogue perto de si! |
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David
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sábado, novembro 11, 2006
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sábado, novembro 04, 2006
A Princesa e a Ervilha
Era uma vez um príncipe que queria casar com uma princesa — mas tinha de ser uma princesa verdadeira. Por isso, foi viajar pelo mundo fora para encontrar uma, mas havia sempre qualquer coisa que não estava certa. Viu muitas princesas, mas nunca tinha a certeza de serem genuínas; havia sempre qualquer coisa, isto ou aquilo, que não parecia estar como devia ser. Por fim, regressou a casa, muito abatido, porque queria uma princesa verdadeira. Uma noite houve uma terrível tempestade; os trovões ribombavam, os raios rasgavam o céu e a chuva caía em torrentes — era apavorante. No meio disso tudo, alguém bateu à porta e o velho rei foi abrir. Deparou com uma princesa. Mas, meu Deus!, o estado em que ela estava! A água escorria-lhe pelos cabelos e pela roupa e saía pelas biqueiras e pela parte de trás dos sapatos. No entanto, ela afirmou que era uma princesa de verdade. — Bem, já vamos ver isso — pensou a velha rainha. Não disse uma palavra, mas foi ao quarto de hóspedes, desmanchou a cama toda e pôs uma pequena ervilha no colchão. Depois empilhou mais vinte colchões e vinte cobertores por cima. A princesa iria dormir nessa cama. De manhã, perguntaram-lhe se tinha dormido bem. — Oh, pessimamente! Não preguei olho em toda a noite! Só Deus sabe o que havia na cama, mas senti uma coisa dura que me encheu de nódoas negras. Foi horrível. Então ficaram com a certeza de terem encontrado uma princesa verdadeira, pois ela tinha sentido a ervilha através de vinte edredões e vinte colchões. Só uma princesa verdadeira podia ser tão sensível. Então o príncipe casou com ela; não precisava de procurar mais. A ervilha foi para o museu; podem ir lá vê-la, se é que ninguém a tirou. Aqui têm uma bela história! Hans Christian Andersen |
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terça-feira, outubro 03, 2006
Relativo ao post anterior
Em relação ao meu último post, tenho ainda a dizer que a nossa tendência para resolver o problema de escrever a vida é fazer o mesmo que faziamos quando não estudavamos o suficiente para um exame: copiar pelos colegas que estavam mais perto. Assim, ficavamos todos com o exame resolvido e tinhamos sempre a esperança de que os nossos colegas soubessem alguma coisa do assunto, para podermos passar todos. Mas julgo que prefiro ter as páginas em branco, do que escrever a vida dessa maneira! (Acho que estou a ser coerente, porque nas escolas das letras e dos números não me lembro de alguma vez ter copiado... bom, aquela vez não conta... nem aquela... =) ) |
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David
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terça-feira, outubro 03, 2006
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Páginas em branco
| Abro o caderno para escrever a vida Olho para as páginas em branco E reparo que não sei como começar!... A vida escreve-se em prosa ou em poesia? Os românticos diriam poesia, Os pragmáticos talvez prosa! Eu julgo que preferia escrevê-la em poesia!... Mas poderá ser uma poesia com rimas? Por exemplo, será que a vida pode ser um soneto? Será uma poesia sem forma ou do género barroco? Fico indeciso... talvez o melhor seja tentar a prosa! Mas a primeira letra não aparece, Nem para prosa, nem para poesia! Só então noto que não sei o alfabeto! Conheço as letras e os números, Mas não sei em que alfabeto se escreve a vida! Posso estudar as línguas dos homens, Mas não sei em que língua fala o coração! Não há quem ensine estas matérias Nas escolas das letras e dos números. E não sei onde as posso aprender! Entretanto, as páginas continuam em branco... |
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terça-feira, outubro 03, 2006
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sábado, setembro 23, 2006
Martin Luther King
I am happy to join with you today in what will go down in history as the greatest demonstration for freedom in the history of our nation. Five score years ago, a great American, in whose symbolic shadow we stand today, signed the Emancipation Proclamation. This momentous decree came as a great beacon light of hope to millions of Negro slaves who had been seared in the flames of withering injustice. It came as a joyous daybreak to end the long night of their captivity. But one hundred years later, the Negro still is not free. One hundred years later, the life of the Negro is still sadly crippled by the manacles of segregation and the chains of discrimination. One hundred years later, the Negro lives on a lonely island of poverty in the midst of a vast ocean of material prosperity. One hundred years later, the Negro is still languishing in the corners of American society and finds himself an exile in his own land. So we have come here today to dramatize a shameful condition. In a sense we have come to our nation's capital to cash a check. When the architects of our republic wrote the magnificent words of the Constitution and the Declaration of Independence, they were signing a promissory note to which every American was to fall heir. This note was a promise that all men, yes, black men as well as white men, would be guaranteed the unalienable rights of life, liberty, and the pursuit of happiness. It is obvious today that America has defaulted on this promissory note insofar as her citizens of color are concerned. Instead of honoring this sacred obligation, America has given the Negro people a bad check, a check which has come back marked "insufficient funds." But we refuse to believe that the bank of justice is bankrupt. We refuse to believe that there are insufficient funds in the great vaults of opportunity of this nation. So we have come to cash this check — a check that will give us upon demand the riches of freedom and the security of justice. We have also come to this hallowed spot to remind America of the fierce urgency of now. This is no time to engage in the luxury of cooling off or to take the tranquilizing drug of gradualism. Now is the time to make real the promises of democracy. Now is the time to rise from the dark and desolate valley of segregation to the sunlit path of racial justice. Now is the time to lift our nation from the quick sands of racial injustice to the solid rock of brotherhood. Now is the time to make justice a reality for all of God's children. It would be fatal for the nation to overlook the urgency of the moment. This sweltering summer of the Negro's legitimate discontent will not pass until there is an invigorating autumn of freedom and equality. Nineteen sixty-three is not an end, but a beginning. Those who hope that the Negro needed to blow off steam and will now be content will have a rude awakening if the nation returns to business as usual. There will be neither rest nor tranquility in America until the Negro is granted his citizenship rights. The whirlwinds of revolt will continue to shake the foundations of our nation until the bright day of justice emerges. But there is something that I must say to my people who stand on the warm threshold which leads into the palace of justice. In the process of gaining our rightful place we must not be guilty of wrongful deeds. Let us not seek to satisfy our thirst for freedom by drinking from the cup of bitterness and hatred. We must forever conduct our struggle on the high plane of dignity and discipline. We must not allow our creative protest to degenerate into physical violence. Again and again we must rise to the majestic heights of meeting physical force with soul force. The marvelous new militancy which has engulfed the Negro community must not lead us to distrust of all white people, for many of our white brothers, as evidenced by their presence here today, have come to realize that their destiny is tied up with our destiny and their freedom is inextricably bound to our freedom. We cannot walk alone. As we walk, we must make the pledge that we shall march ahead. We cannot turn back. There are those who are asking the devotees of civil rights, "When will you be satisfied?" We can never be satisfied as long as the Negro is the victim of the unspeakable horrors of police brutality. We can never be satisfied, as long as our bodies, heavy with the fatigue of travel, cannot gain lodging in the motels of the highways and the hotels of the cities. We can never be satisfied as long as a Negro in Mississippi cannot vote and a Negro in New York believes he has nothing for which to vote. No, no, we are not satisfied, and we will not be satisfied until justice rolls down like waters and righteousness like a mighty stream. I am not unmindful that some of you have come here out of great trials and tribulations. Some of you have come fresh from narrow jail cells. Some of you have come from areas where your quest for freedom left you battered by the storms of persecution and staggered by the winds of police brutality. You have been the veterans of creative suffering. Continue to work with the faith that unearned suffering is redemptive. Go back to Mississippi, go back to Alabama, go back to South Carolina, go back to Georgia, go back to Louisiana, go back to the slums and ghettos of our northern cities, knowing that somehow this situation can and will be changed. Let us not wallow in the valley of despair. I say to you today, my friends, so even though we face the difficulties of today and tomorrow, I still have a dream. It is a dream deeply rooted in the American dream. I have a dream that one day this nation will rise up and live out the true meaning of its creed: "We hold these truths to be self-evident: that all men are created equal." I have a dream that one day on the red hills of Georgia the sons of former slaves and the sons of former slave owners will be able to sit down together at the table of brotherhood. I have a dream that one day even the state of Mississippi, a state sweltering with the heat of injustice, sweltering with the heat of oppression, will be transformed into an oasis of freedom and justice. I have a dream that my four little children will one day live in a nation where they will not be judged by the color of their skin but by the content of their character. I have a dream today. I have a dream that one day, down in Alabama, with its vicious racists, with its governor having his lips dripping with the words of interposition and nullification; one day right there in Alabama, little black boys and black girls will be able to join hands with little white boys and white girls as sisters and brothers. I have a dream today. I have a dream that one day every valley shall be exalted, every hill and mountain shall be made low, the rough places will be made plain, and the crooked places will be made straight, and the glory of the Lord shall be revealed, and all flesh shall see it together. This is our hope. This is the faith that I go back to the South with. With this faith we will be able to hew out of the mountain of despair a stone of hope. With this faith we will be able to transform the jangling discords of our nation into a beautiful symphony of brotherhood. With this faith we will be able to work together, to pray together, to struggle together, to go to jail together, to stand up for freedom together, knowing that we will be free one day. This will be the day when all of God's children will be able to sing with a new meaning, "My country, 'tis of thee, sweet land of liberty, of thee I sing. Land where my fathers died, land of the pilgrim's pride, from every mountainside, let freedom ring." And if America is to be a great nation this must become true. So let freedom ring from the prodigious hilltops of New Hampshire. Let freedom ring from the mighty mountains of New York. Let freedom ring from the heightening Alleghenies of Pennsylvania! Let freedom ring from the snowcapped Rockies of Colorado! Let freedom ring from the curvaceous slopes of California! But not only that; let freedom ring from Stone Mountain of Georgia! Let freedom ring from Lookout Mountain of Tennessee! Let freedom ring from every hill and molehill of Mississippi. From every mountainside, let freedom ring. And when this happens, When we allow freedom to ring, when we let it ring from every village and every hamlet, from every state and every city, we will be able to speed up that day when all of God's children, black men and white men, Jews and Gentiles, Protestants and Catholics, will be able to join hands and sing in the words of the old Negro spiritual, "Free at last! free at last! thank God Almighty, we are free at last!" |
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David
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sábado, setembro 23, 2006
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domingo, setembro 03, 2006
Andre Agassi
Estou longe de ser um especialista em Ténis. Apenas gosto de assistir a um bom jogo, de vez em quando. Tenho o hábito de estar atento aos torneios do Grand Slam e tenho tido a sorte de "apanhar" na Eurosport alguns jogos espectaculares.
Hoje apanhei um jogo que até não foi muito bem jogado... mas foi na mesma um jogo espectacular. Foi a despedida de Andre Agassi dos courts. Se hoje aprecio ténis, a culpa é, em grande parte, deste excelente jogador! Foi o melhor jogador que vi jogar! Perdoem-me aqueles que são fãs do Pete Sampras... é verdade que o Sampras tem mais títulos, mas nunca o vi dar espectáculo como o Agassi deu! Ninguém responde ao serviço como ele, e os passing-shots que conseguia desencantar eram deliciosos e surpreendentes!Para aqueles que não têm ideia daquilo que o Agassi alcançou, aqui fica um breve currículo: 60 títulos ATP (sétimo jogador com mais títulos de sempre), entre os quais 17 ATP Masters Series (record), 8 torneios de Grand Slam, final do Masters Series, Medalha de Ouro nos Jogos Olímpicos (Atlanta 96), 3 vitórias na Davis Cup (competição de ténis entre selecções dos vários países), etc etc etc. É de realçar que o Agassi foi um dos únicos 5 jogadores da história a ganhar os 4 grand slams! É também fantástico o facto de ter estado no Top 10 do ranking ATP durante 16 anos!! Formidável! Só outro jogador na história do ténis tinha conseguido essa proeza! E o que dizer de um jogador que em 1997 parecia ter os dias contados, acabando o ano como número 122 do ranking ATP e que no ano seguinte deu o maior salto da história do ténis para o Top 10, chegando ao final de 1998 como número 6? O que dizer de um jogador que em 2003, aos 33 anos, se tornou no número 1 mais velho de sempre da história do ténis?
Não há muito mais a dizer... o ténis hoje ficou mais cinzento!
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David
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domingo, setembro 03, 2006
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sábado, agosto 19, 2006
Por Cima da Vida (outra letra de uma musica do Luis Represas)
POR CIMA DA VIDA
Deixou
Na berma da estrada
Um resto de tudo
Um rasto
De tudo o que era seu
E nada lhe dizia
Adeus
E nem olhou
Por cima do ombro
Por cima da vida
Por baixo dos sonhos
Que há muito as incertezas
Perdeu
Atrás de si só terra
Quimada pelo vício
De esperar muito mais de si
Atrás de si só um sinal
Que os homens lhe mostraram
"o mundo para ti termina aqui"
Em frente
Tanto mais é longo
O dia Quanto mais for cega
A falta de paixão
Que se transforma em frio
E dor
Sonhar
Mesmo sem dormir
Mesmo sem ser noite
Mesmo sem ter dias
Mesmo sem sonhar
É como se outra vida
Vier
O coração só se nega
Quando o sonho se entrega
P'ra se desesperar
Por cada desespero um sonho
Por cada sonho uma vontade
De se ressuscitar
Voltou
Por cima de tudo
Desfraldando vida
Cavalgando o sonho
E na berma da estrada
Nem ele se lembra
De sí
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David
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sábado, agosto 19, 2006
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