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Entre Teoremas e Chocolates

sábado, junho 23, 2007

Livro do Desassossego - Excerto 1

" Conquistei, palmo a pequeno palmo, o terreno interior que nascera meu.

Reclamei, espaço a pequeno espaço, o pântano em que me quedara nulo.

Pari meu ser infinito, mas tirei-me a ferros de mim mesmo."

Bernardo Soares


O Tigre e a Neve

Apesar de a minha ideia de escrever acerca dos meus filmes preferidos não ter resultado, tinha que incluir no meu blog uma referência a este filme.

Sabe sempre bem recordar....




E aqui, agora sem legendas, a parte mais bonita do filme:

sábado, maio 26, 2007

Um processozito é que vinha a calhar...

Estou a pensar ter um tempinho livre lá para o fim do Verão... era uma boa altura para ser processado e passar pela experiência de ir a tribunal e não sei quê... Por isso cá está:



segunda-feira, março 19, 2007

Orgulho e Preconceito



Baseado num romance de Jane Austen que, para além deste, originou outros 3 filmes, esta história passa-se em Inglaterra, no ano 1797. As cinco irmãs Bennet - Elizabeth, a personagem principal, interpretada pela actriz Keira Knightley (para mim a actriz mais bonita de Hollywood), Jane, Lydia , Mary e Kitty - foram criadas por uma mãe que tinha fixação em encontrar maridos que garantissem o futuro das filhas. Porém Elizabeth, com o apoio do seu pai, deseja ter uma vida mais ampla do que dedicar-se apenas ao marido.

Quando o sr. Bingley, um solteiro rico, passa a morar numa mansão vizinha, as irmãs ficam logo agitadas. Jane parece que conquistará rapidamente o coração do novo vizinho, enquanto Elizabeth conhece o sr. Darcy (interpretado por Matthew Macfadyen), um homem sério e snobe. Os encontros entre Elizabeth e Darcy passam a ser cada vez mais constantes. No entanto, eles passam o tempo a discutir e têm personalidades muito distintas que chocam constantemente. A história do filme gira então em torno do romance de Elizabeth e Darcy.

Para além da história ser muito bonita, simples e profunda, há todo um pano de fundo da Inglaterra do século XVIII e da vida social marcada por inúmeras festas, oportunidades para que os jovens solteiros possam cortejar as raparigas. As personagens têm características muito peculiares, o que permite momentos de um humor leve e refrescante.


Trata-se daquilo a que chamaria um drama romântico, brilhantemente interpretado pela dupla de actores.
Dentro do género, foi o melhor filme que vi. Sem dúvida uma excelente opção para quando se deseja uma história calma e bela.

domingo, março 18, 2007

O Resgate do Soldado Ryan



Indispensável para quem gosta de filmes acerca da 2ª grande guerra. Um dos melhores filmes de Steven Spielberg, com um excelente elenco encabeçado pelo Tom Hanks.

A história desenrola-se durante o ano de 1944, começando com o desembarque das forças aliadas na Normandia no Dia D. A primeira parte do filme é extremamente realista, intensa e violenta. Repleta de cenas em que a vontade do espectador é desviar o olhar ou então chorar perante o horror da guerra.

Após o ataque, descobre-se que 3 dos irmãos Ryan morreram em combate. Ao capitão John Miller - Tom Hanks - e seus homens é designada a missão de resgatar o último filho, James Ryan - Matt Damon, que era parte do pelotão de paraquedistas e caiu no lugar errado, podendo estar em qualquer lugar da França.

A segunda parte do filme mostra então John Miller e o seu pelotão à procura do soldado Ryan, numa França ferida e em constante ebulição. É uma história a roçar o ridículo expondo a estupidez da guerra: um pelotão de soldados arriscam a vida para resgatar um único soldado! A realização de Spielberg é brilhante e o filme está cheio de pormenores... à Spielberg!

sábado, março 17, 2007

Futuros posts... quiçá...

Proponho-me nos próximos tempos fazer alguns posts acerca dos meus filmes preferidos! Depois de ver o Entre Inimigos cheguei à conclusão que as pessoas não devem andar a ver os mesmos filmes que eu... caso contrário nunca diriam que este filme é bom e nunca concordariam com os óscares que recebeu (desculpem lá, Tiago, Joana e mais uma série de gente que gostou do filme). Então recomendarei aqui alguns filmes que poderão ver se gostam de bom cinema!

Também tenho tido vontade de fazer uma série de posts acerca de cientistas (principalmente matemáticos) que tenham marcado a história da ciência e que eu aprecio especialmente. Mas esta ideia é menos executável uma vez que exige alguma pesquisa e uma boa análise das fontes, para que o conteúdo dos posts seja fiável. Por outro lado seria algo pedagógico, até para mim uma vez que sei pouco acerca dessas personagens fascinantes da ciência. Vou pensar seriamente no assunto... mas não prometo nada uma vez que quando quiser prometer coisas, dedico-me à política!

A propósito de certo post

Postei aqui um ensaio (muito inacabado) sobre o homem dos chapéus... foi uma tentativa falhada de escrever um texto sério e até com um certo valor literário! Enfim, digamos que foi uma tentativa de um não artista fabricar manhosamente alguma arte. Quis escrever acerca de uma manhã chuvosa e de um homem que me vendeu, a mim e a mais umas dezenas de pessoas, chapéus de chuva para viajarmos até aos nossos destinos nessa manhã. Quis explicar-vos como esses homens dos chapéus nos controlam e como o negócio deles está bem montado. Lá no fundo, todos somos vítimas da astúcia desses senhores! Mas não fui capaz de ter paciência para terminar a história. Parece-me que qualquer tentativa de escrever um texto mais completo e exigente não será bem sucedida. Nem sequer cheguei à parte interessante, quando o sujeito aparece do nada - sob o paradoxo de vir encharcado - e desata a vender chapéus a tudo quanto é gente! Pensei desistir do post e apagar o que já tinha escrito, mas decidi que, após tanto trabalho, devia pelo menos publicar aqui o pouco que fiz. Fica assim explicado o motivo de tão estranho post!

domingo, fevereiro 18, 2007

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Ensaio (muito inacabado) Sobre o Homem dos Chapéus

Sob o seu ruído fortemente metálico, ele arranca! Durante aquele primeiro minuto a aceleração é positiva, a velocidade aumenta e com ela cresce também a chiadeira do costume... Como se todas as chaleiras de Lisboa estivessem ao lume a apitar, chamando pelas donas de casa! Para trás fica Alvalade e todos os seus clientes... A seguir vão apear-se os clientes do Campo Grande... um deles olha agora para o relógio que traz ao pulso, habitualmente com 10 minutos de vantagem sobre o comum mortal, como se fosse possível viver no futuro, como a luz. Suspira! Porquê é que o último percurso nos parece sempre o maior? Porque é que parece que o metropolitano percorre sempre a última etapa da nossa viagem muito mais lentamente? Não vos parece que por vezes os funcionários desses comboios com nome de medida de comprimento, conspiram para lixar o nosso dia? O tipo do relógio decerto concorda com esta ideia...

A aceleração torna-se nula e a velocidade é constante durante um segundo minuto. A senhora de idade desde que se sentou, após a paragem na Alameda onde muitos saem deixando lugares vagos, mostra muita dificuldade em manter-se acordada. Decide agora erguer-se... o corpo já não muito coordenado - às vezes nem parece conexo - balança um pouco e demora a endireitar-se. Enfim, com uma ajuda do cavalheiro que seguía sentado à sua frente, ela levanta-se e espera a melhor altura para se dirigir para a porta. Num canto, meio tapados por um tipo gordo com um boné horroroso enterrado na cabeça, estão os jovens estudantes... a algazarra é, diria, ainda contida pelas saudades das almofadas, essas companheiras há pouco abandonadas nos quartos da capital. Conversam acerca de um qualquer exame de algo relacionado com a biologia ou outra ciência igualmente estranha...

Entretanto uma certa claridade invade o ambiente... mas é uma claridade demasiado ténue, ou melhor, é uma claridade cinzenta! Entramos naquela zona final do percurso, já à superfície, e todos simultaneamente reparamos que o dia parece desolador! Ainda é bastante cedo, mas num dia bonito a esta hora o sol já nos sorriria ao longe! Vamos mais devagar... e a travagem provoca mais uma vez aquela chiadeira! Mas desta vez o barulho do comboio tem acompanhamento: é um som parecido com o de pipocas aos saltos na panela! Quando olhamos melhor lá para fora, para as nuvens escuras que hoje coroam o amanhecer, percebemos que são pipocas de granizo! E, sem que haja tempo sequer para esboçar um gesto de espanto, começa a chover a potes, a cântaros, cães e gatos... Agora sim esboçamos um gesto de mau-humor - já não de espanto - enquanto nos levantamos e dirigimos para as portas. Os estudantes preparam-se para o mau tempo, munidos dos impermeáveis! Se forem mesmo lá das biologias julgo que não terão medo da tempestade. Um bom biólogo, dizem, gosta de conviver de perto com a natureza!

Relâmpago! O tipo do relógio... Trovão! abana a cabeça e roga pragas a todos os meteorologistas... traja fato solene com gravata discreta e sem sobretudo. Penteadinho a rigor! Talvez seja dia de reunião importante! A tempestade ganha terreno e o barulho da chuva já ultrapassou os decibéis do granizo! O metro pára, finalmente! Saímos para a plataforma sem grandes empurrões, porque não há muita pressa para sair desta estação-refugio. A senhora de idade exibe, com algum orgulho, o seu pequeno chapéu de chuva; mas, coitada, não se dá conta de que duas ou três rajadas mais fortes acabarão com o seu orgulho! Mesmo assim, honra seja dada à senhora porque é das poucas que estão prevenidas!

Um pé, dois pés, eis que estamos nas escadas rolantes! Também elas hoje parecem mais pachorrentas, afectadas pelo cinzento do dia! Nas escadas, lado a lado, seguem pares de pessoas que não se conhecem. Mas nestas circunstâncias parece que uma certa cumplicidade as une. Partilham ambas dos mesmos receios. Podem atrasar-se demasiado para os seus afazeres profissionais, sabendo que os patrões podem estar de maus humores e que o castigo pode passar por uma repreensão humilhante à frente dos colegas, um desconto no ordenado ou mesmo um despedimento. Em alternativa podem arriscar a viagem no meio do diluvio, sob a ameaça das constipações, gripes, pneumonias, etc... No lugar deles não arriscaria! Até porque os patrões, num dia destes, também se atrasarão por culpa do trânsito caótico ou da vontade irresistível de ficar debaixo dos cobertores.

Fim das escadas rolantes. Ups... Equilíbrio precisa-se! A senhora de idade é ajudada por uma moça africana e lá consegue sair das escadas sã e salva. Mas ainda não chegou ao fim da sua aventura metropolitana diária: falta passar pelas portas de acesso. Essas temíveis barreiras que teimam irritar qualquer utente! Numa altura oportuna julgo que seria homem para escrever um ensaio contra os acessos ao metro! Mas como este é um ensaio acerca do homem dos chapéus e ele ainda nem sequer foi apresentado, o melhor é deixar tal assunto de parte. A máquina não reconhece à primeira o chip do passe da senhora e solta um daqueles alarmes muito irritantes! A fazer lembrar o som dos telemóveis Siemens antigos quando estavam a ficar sem bateria.

A pouco e pouco, à medida que os chips são reconhecidos, os apeados vão saindo para o "outro lado". No Campo Grande, a estação é mais do que um simples ponto de passagem das pessoas, porque tem algumas lojas no piso térreo e tem uma vida própria apreciável! Ali do lado esquerdo há uma papelaria e, por ser sexta feira, há quem se dirija para lá por causa do jackpot no euro-milhões. Mas a maior parte daqueles que saíram do metro vindo da linha verde estão agora a descer as escadas para o piso térreo.

Às portas da rua o panorama é assustador! Continua a cair uma carga de água daquelas que nos encharcam até aos ossos! Duas dezenas de pessoas estão por ali a olhar para a estrada, que agora faz lembrar uma piscina, impotentes, sem saber como enfrentar a situação! Só chove há uns 30 segundos mas, se não o soubesse, diria que chovera a madrugada inteira! Entretanto junta-se mais uma dezena de pessoas, vindas da linha amarela. Um ou dois arriscam a saída, talvez o destino fique ali a dois passos


sábado, fevereiro 10, 2007

She's back


Esta é a melhor notícia do fim de semana! (bom, ainda tenho esperança que seja apenas a segunda melhor notícia do fim de semana, e que a melhor chegue amanhã, se o não ganhar)

Após 3 anos desaparecida, eis que a Norah nos presenteia com um novo álbum chamado Not Too Late! Ainda não ouvi todo, mas só pode ser bom! Muito bom mesmo! Porque ela não sabe fazer menos do que isso! Se gostas da música da Norah Jones, ouve! Se não gostas, ouve na mesma =P